AMARELINHA: Da tela ao poema (parte 1)

 Para nós do CRINFANCIA, o brincar e a arte são formas de expressão que muito se aproximam do ser criança, por isso, devem ser privilegiadas na prática pedagógica da Educação Infantil.
 
Estudos e pesquisas apontam que a tecnologia e o estilo de vida contemporânea afastam progressivamente do cotidiano das crianças as brincadeiras tradicionais, as quais muito contribuem para o enriquecimento da produção cultural infantil, além de potencializar a mediação da criança com o conhecimento histórica e culturalmente produzido pela humanidade.
 
Dessa forma, cabe às instituições de Educação Infantil, resgatar o repertório de brincadeiras tradicionais. Pois, se essas brincadeiras tradicionais estão se perdendo, somente por meio de situações de ensino-aprendizagem intencionalmente planejadas será possível resgatar e perpetuar as tradições da cultura.
 
Conforme apresentamos abaixo, no livro “Folclorices de Brincar” de, Mércia Maria Leitão e Neide Duarte, encontramos a obra “Amarelinha” de Ivan Cruz e o poema com mesmo título de autoria das autoras supracitadas. Temos que admitir que a junção da linguagem da tela do artista com a linguagem do poema podem ser bastante profícuas na prática pedagógica da Educação Infantil, tendo em vista, o leque de possibilidades que a articulação entre essas duas linguagens podem oferecer.
Amarelinha
Mércia Maria Leitão e Neide Duarte

Chão caminho de sonhos,                  

Andar, correr, pular.
Fazendo riscos, desenhos
Muitas marcas pra deixar.

Vou pulando só num pé,
Nos dois posso descansar. Linhas contam histórias,
Territórios pra pisar.
Eu jogo uma pedrinha,
Casas quero alcançar.

Muito cuidado com a linha,

Nela não posso pisar.
Brincando de amarelinha,
Chão e céu vão se encontrar. Vou pulando só num pé,
Nos dois posso descansar.

Acompanhem! Traremos várias dicas pedagógicas para trabalhar a AMALERINHA no cotidiano da Educação Infantil.
 
Fonte: http://www.brincadeirasdecrianca.com.br/
FOLCLORICES DE BRINCAR.  Mércia Maria Leitão, Neide Duarte e Ivan Cruz. 2009. São Paulo. Editora Brasil

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