ADAPTAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR E UMA ESCUTA SENSÍVEL (RELATO)

Normalmente o planejamento de atividades diferenciadas e horários mais flexíveis são previstos para que aconteçam na primeira semana de aula, como se esse tempo fosse o suficiente para todas as crianças, contudo essa perspectiva, não leva em conta a individualidade que as constitui.

São inúmeras as peculiaridades que podem incidir diretamente nesse período    de acolhimento e inserção da criança no contexto escolar: o bebê que entrará em processo de desmame, a criança que está indo à escola pela primeira vez, aquela que está vindo de outra escola, ou a que não se conforma de mudar de professora, enfim, essas são apenas algumas situações que podem interferir no tempo em que acontecerá esse processo.

Buscando elucidar como de fato não há como padronizar um tempo de inserção da criança no contexto escolar, que trago neste post um breve relato de como foi o processo de adaptação de “A” (por motivos éticos não irei expor o nome da criança), o qual foi meu aluno no Grupo III no ano de 2015. Este grupo, no qual “A” estava inserido, era constituído por crianças de 3 anos, algumas já estudavam nesta escola e outras estavam vindo pela primeira vez.

Para primeira semana de aula, a escola onde atuo como professora, programou como de costume, atividades diferenciadas e um horário de atendimento específico para crianças na faixa etária de 0 à 3 anos, que se estendia gradativamente ao longo dos dias. Agora, vejam um trecho do primeiro registro individual de “A”:

“Nos primeiros dias de aula, “A” demonstrou bastante empolgação de estar nesse novo ambiente, contudo à medida que aumentava o tempo de permanência, ele foi se sentindo inseguro a ponto de não querer vir mais à escola. Desse modo, chegava à porta da sala de aula e não queria entrar, diante disso combinei com sua mãe que iríamos continuar atendendo o em horário especial, para que gradativamente fosse se sentindo mais seguro. Dessa forma, quando o recepcionávamos na porta da sala de aula, íamos com ele até a brinquedoteca onde o distraia com fantoches e brinquedos até que parava de chorar e retornávamos para a sala de aula. Sendo assim, com a parceria da mãe e um atendimento específico, hoje “A” encontra-se completamente inserido no contexto escolar, chega à escola empolgado e segundo relatos da mãe, até nos dias que não tem aula, “A” quer vir à escola.” (Primeiro registro avaliativo de “A”, elaborado por mim)

Sendo assim, por meio desse registro, podemos concluir que o planejamento para primeira semana aula, atendeu satisfatoriamente a maioria das crianças desse grupo, o qual por sua vez mesclou crianças novatas com aquelas que já frequentavam a escola em anos anteriores. Porém, para “A”, foi necessário da minha parte, um atendimento atencioso e sensível; por parte da escola flexibilidade no horário de atendimento dessa criança e por parte da mãe confiança e parceria.

Referência: http://1.bp.blogspot.com

3 respostas para “ADAPTAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR E UMA ESCUTA SENSÍVEL (RELATO)”

  1. LIZIANE LOPES disse:

    AMEI SUA INICIATIVA ACHO QUE TODOS EDUCADORES DEVIÃO TOMAR ATITUDE ASSIM TIVE MUITOS PROBLEMAS COM MEU FILHO EM 2016 NA ADAPTAÇÃO SAIU DE PRE E FOI PRA SALA DE AULA NÃO APREENDEU NADA JA ESTO PREOCUPADA ESTE ANO ELE É ESPECIAL E NA ESCOLA O PROFESSOR DE UM É PRA TODOS

  2. Elaine disse:

    Vocês estão de parabéns pelo lindo trabalho! Eu que vivi e vivo essas experiências com meu filhote para com sua adaptação escolar, só tenho a agradecer! Muito obrigada Eliane por toda sua dedicação e amor pela sua profissão, Deus abençoe!

    1. Eliane Cristina Freitas de Souza disse:

      Nós é que agradecemos sua participação no blog!
      E fique sabendo é muito bom estar mais uma vez
      participando do desenvolvimento escolar de seu
      pequeno…2017 promete muuuuito!

      Beijos;
      Alini, Eliane e Mônica
      Alini, Eliane e Monica

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